O dólar opera em queda frente ao real nesta sexta-feira (17). Isso ocorre porque o Irã anunciou a reabertura completa do Estreito de Ormuz para o tráfego comercial. Com isso, o mercado reage positivamente ao alívio geopolítico.
Por volta das 10h02, a moeda norte-americana caía 0,74%, cotada a R$ 4,956 na venda. Além disso, o movimento acompanha a desvalorização do dólar frente a outras moedas no exterior.
Cotação do dólar hoje
- Compra: R$ 4,955
- Venda: R$ 4,956
Na B3, o contrato futuro de dólar para maio também recuava. No mesmo sentido, o DOLc1 cedia 0,89%, negociado a R$ 4,962.
Alívio global reduz demanda por dólar
A queda da moeda reflete uma mudança no comportamento dos investidores. Antes, o cenário de guerra elevava a busca por ativos seguros. Agora, com sinais de trégua, esse movimento perde força.
Além disso, a reabertura do Estreito de Ormuz representa um avanço relevante. Consequentemente, o mercado passa a enxergar menor risco de interrupção no fornecimento global de petróleo.
Cenário externo favorece moedas emergentes
O ambiente internacional também contribui para o fortalecimento do real. Por um lado, o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou a retomada de negociações com o Irã.
Por outro lado, o cessar-fogo entre Israel e Líbano segue em vigor. Dessa forma, o apetite por risco aumenta e favorece moedas emergentes.
Fatores locais entram no radar
No Brasil, o Banco Central do Brasil atua no mercado cambial. Especificamente, a autoridade monetária realiza leilão de 50 mil contratos de swap.
Ao mesmo tempo, investidores acompanham a agenda política e econômica. Além disso, dados corporativos, como os da Vale S.A., seguem no radar.
Leitura de mercado
Nesse contexto, o dólar mantém viés de queda no curto prazo. Caso o cenário externo continue melhorando, a tendência pode se intensificar.
Por fim, o comportamento da moeda seguirá sensível tanto ao ambiente global quanto às decisões internas.

