O Bank of America reduziu sua projeção para o preço do gás natural no índice Henry Hub. A nova estimativa foi ajustada para cerca de US$ 3,4 por milhão de unidades térmicas britânicas (mmbtu).
A revisão ocorre devido às condições climáticas mais amenas em abril. Além disso, o fim suave do inverno contribuiu para o aumento dos estoques de gás nos Estados Unidos.
Estoques mais altos pressionam preços
Segundo o banco, o clima mais quente ajudou a reabastecer os estoques. Assim, o volume armazenado deve ficar acima da média dos últimos cinco anos.
A estimativa aponta para cerca de 3,83 trilhões de pés cúbicos até o final do verão. No entanto, apesar da pressão de curto prazo, os preços ainda permanecem acima das expectativas futuras do mercado.
Riscos regionais ainda sustentam volatilidade
Mesmo com a revisão de baixa, o cenário não é totalmente negativo. O relatório aponta riscos de alta em regiões específicas dos Estados Unidos.
No oeste do país, a redução da neve e a seca podem diminuir a geração hidrelétrica. Como resultado, há maior dependência de usinas movidas a gás.
Além disso, áreas como a Califórnia podem registrar aumento de demanda energética. Isso ocorre especialmente com a possível expansão de projetos de gás natural liquefeito.
Demanda por energia segue em alta
No centro e leste dos Estados Unidos, a demanda por eletricidade também cresce. Isso acontece devido à expansão de centros de dados e consumo industrial.
Assim, a geração de energia pode depender mais do gás natural. Portanto, isso pode sustentar os preços em algumas regiões.
Pressão no Permiano e infraestrutura
A Bacia do Permiano enfrenta limitações de transporte de gás. Além disso, há saturação em gasodutos, o que pressiona preços locais.
O preço do gás na região de Waha continua em níveis baixos. Entretanto, novos projetos de infraestrutura devem aliviar o cenário apenas a partir de 2027.
Perspectiva
Apesar da revisão de baixa no curto prazo, o mercado de gás natural segue sensível a fatores regionais. Além disso, clima, demanda energética e infraestrutura continuam sendo variáveis decisivas para os preços nos próximos meses.

