PRIO, Petrobras e Brava sobem com petróleo acima de US$ 100 após tensão entre EUA e Irã

Fracasso nas negociações e ameaça de bloqueio do Estreito de Ormuz impulsionam preços da commodity e ações do setor

As ações de petroleiras registram forte valorização nesta segunda-feira (13), impulsionadas pela disparada do petróleo no mercado internacional. Isso ocorre porque as negociações entre Estados Unidos e Irã fracassaram, aumentando as tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Além disso, a ameaça de bloqueio do Estreito de Ormuz elevou os riscos sobre o fornecimento global da commodity, o que levou os preços a ultrapassarem a marca de US$ 100 por barril.

Petrobras e independentes lideram ganhos

Entre os destaques do mercado brasileiro, as ações da Petrobras operam em alta. Nesse sentido, os papéis ON (PETR3) avançam cerca de 1,8%, enquanto os PN (PETR4) sobem mais de 2%.

Além disso, empresas independentes também acompanham o movimento positivo. A PRIO (PRIO3) lidera os ganhos, com alta superior a 3%. Na sequência, aparecem PetroRecôncavo (RECV3) e Brava (BRAV3), ambas com valorização relevante.

Petróleo dispara no mercado internacional

No cenário externo, os contratos futuros do petróleo apresentam forte alta. Por exemplo, o WTI para maio sobe mais de 7%, sendo negociado acima de US$ 103 por barril.

Ao mesmo tempo, o Brent também avança de forma expressiva, ultrapassando os US$ 101. Dessa forma, a commodity acumula uma valorização significativa desde o agravamento das tensões geopolíticas.

Crise no Oriente Médio eleva riscos

O movimento do mercado ocorre após o endurecimento do discurso dos Estados Unidos. No domingo, o presidente Donald Trump anunciou o bloqueio total do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

Em resposta, o Irã afirmou que manterá o controle da região e não cederá a pressões. Com isso, o risco de interrupção no fluxo da commodity aumentou, impactando diretamente os preços.

Impactos podem atingir inflação e economia

Especialistas alertam que a alta do petróleo pode gerar efeitos em cadeia. Nesse contexto, combustíveis tendem a ficar mais caros, pressionando a inflação global.

Além disso, cadeias produtivas podem ser afetadas, especialmente em países dependentes de importações de energia e insumos, como o Brasil. Portanto, o cenário segue no radar dos investidores.

Mercado reage com cautela

Apesar da forte alta do petróleo, outros ativos globais mostram comportamento mais moderado. Segundo analistas, isso indica que parte do risco já vinha sendo precificado nas últimas semanas.

Ainda assim, a volatilidade deve permanecer elevada. Assim, os desdobramentos geopolíticos continuarão sendo determinantes para o desempenho dos mercados no curto prazo.

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