O Banco Central do Brasil divulgou nesta segunda-feira (20) o Boletim Focus com novas revisões nas expectativas econômicas. O relatório aponta piora nas projeções para 2026, com alta da taxa de juros e da inflação. Ao mesmo tempo, o mercado reduziu a estimativa para o câmbio, enquanto manteve o crescimento econômico praticamente estável.
Selic sobe nas projeções para os próximos anos
O mercado elevou a projeção da taxa Selic para 2026, que passou a 13,00% ao ano. Além disso, a estimativa para 2027 também avançou e chegou a 11,00%.
Por outro lado, a projeção para 2028 permaneceu estável em 10,00% há várias semanas. Já para 2029, o mercado aumentou a expectativa para 9,88% ao ano. Dessa forma, o cenário indica juros elevados por um período mais prolongado.
Inflação segue em trajetória de alta
As projeções para o IPCA em 2026 subiram pela sexta semana consecutiva e atingiram 4,80%. Além disso, a estimativa para 2027 também avançou e chegou a 3,99%.
Enquanto isso, as projeções para 2028 e 2029 permaneceram estáveis em 3,60% e 3,50%, respectivamente. Ainda assim, o movimento recente reforça a pressão inflacionária no curto e médio prazo.
No caso do IGP-M, o mercado elevou a projeção para 2026 pela sétima semana seguida, chegando a 4,66%. Já para os anos seguintes, as estimativas ficaram praticamente estáveis.
PIB apresenta estabilidade nas expectativas
A projeção de crescimento do PIB para 2026 subiu levemente para 1,86%. Apesar disso, o cenário continua de expansão moderada.
Para 2027, o mercado manteve a estimativa em 1,80%. Além disso, as projeções para 2028 e 2029 seguem estáveis em 2,00%. Portanto, o crescimento econômico ainda não mostra sinais de aceleração relevante.
Dólar recua nas projeções do mercado
O mercado reduziu a expectativa para o dólar em 2026, que caiu para R$ 5,30. Além disso, as projeções para 2027, 2028 e 2029 também recuaram.
Esse movimento indica uma visão mais otimista para o câmbio no médio prazo. Ainda assim, o patamar continua elevado em termos históricos.
O novo Boletim Focus reforça um cenário de juros mais altos e inflação persistente. Ao mesmo tempo, o crescimento econômico segue limitado, o que exige atenção redobrada dos investidores nos próximos meses.

